2 de março de 2013

A-Dor

A
Amor
Bi
Bipartido
C
Coração Bipartido
Di
Dicotomia
Dividida
Dúvida
Duo
Dois
Dor
A
Dor

17 de fevereiro de 2013

Mar e Terra

O tempo para e quando anoitece,
a dor esquece o que esqueci.

E é quando o céu parece mar
Que flutuo e mergulho mais leve que o ar.

E é quando o mar parece céu,
que me atiro nestas águas, nestas almas.

Te encontro no infinito.
No coração desperto e perto.
No ar sombrio das almas que não curo.
No horizonte inquieto
do mar.

E seu sorriso que é lindo,
me machuca de tão puro...

Que a cada dia que passa,
meu coração mais descompassa ao te ver.

Tanto que pedi.
Tanto que escrevi.
Os céus me mandaram
um pedaço de si.

Do corpo que tudo espera, a dor que nunca cessa.

Um pedaço de céu no homem.
Meu pedaço de mar na terra.


5 de fevereiro de 2013

Um Soneto Para Você

De rosto grosso
E torso forte
Foi no caminho a morte,
que te encontrei.

Com olhos de céu...
com olhos de mar...
Salvou meu coração...
que é fênix.

No infinito...
No horizonte ao longe,
se é feliz.

Você me inunda.
Enquanto te afogo.
Enquanto há fogo.

20 de novembro de 2012

Último Andar




Eu andei 

 
Até meu corpo ficar mudo.  
Até meus olhos secarem.  

Até meu coração calar...  

 
 
Eu andei embaixo do sol,  
em direção ao nada,  
eu andei com meus pés.  


 
 
Eu andei para te esquecer.  
Eu andei porque te amei.  
Eu andei para cegar minhas mãos.  
  
 
Eu andei para chorar... 
 
  
Eu andei sem saber porque,  
nem para que. 



 
 
Eu andei para andar... 



   
 
para ver se te encontrava, 
para esquecer meu nome, 
para ver se te apagava. 

  
  
Eu andei até ficar sem ar. 
Eu andei esperando você. 

Eu não sei até onde andei. 

       
Eu andei porque ainda te amava. 
    
Eu andei até meus pés sumirem.  
Eu andei para escutar. 
Eu não sei para onde fui,  
nem se voltei. 



           
           
Eu andei até sangrar.    

       
       
Eu não sei se cheguei,  
nem onde fui parar.  
Talvez eu tenha voltado,  
talvez eu fique por lá.  


      
Eu posso ter me esbarrado no caminho de volta, 

ou era apenas uma curva...  

e eu continuo em último lugar. 


         
        
Eu andei com meu coração,      
o mais longe que suportei sua ausência andar.      

          

30 de setembro de 2012

Os Restos


Engole o teu choro,
que o desleal não merece
e o fingidor depois esquece
da dor que te faz sangrar.

Amarra teu amor,
que homem mais amado não há
e o calor do seu corpo não esquenta
o frio que a solidão vem trazendo
nas noites em que ele não está.

Tira da mente as fantasias.
Que no espelho, vejo todas as mentiras.
Escorrendo pelos meus olhos.

E no fim do dia...
O seu cheiro em um pedaço de roupa amassado
É o perfume do passado.
Junto com seus defeitos,
jeitos e manias.

Na minha cabeça um turbilhão de máquinas
e pensamentos...
E neste papel, alguns dos sentimentos
que restaram nas minhas mãos...

O meu amor é masoquista. Violento, vivo, inteiro.