É como se o espelho tivesse congelado minhas próprias retinas
Como se eu tivesse me acostumado a ver o que não existe
Mas por uma noite, por algumas horas, depois de tantos dias;
pude sentir algo se derretendo nas minhas mãos
Cada vez menor e menor...só não se sabia quanto!
E um simples retrato, choca minha vista
Remexe meus órgãos, mata minha fome.
Não me acostumei a ser feliz
Dói uma dor de pena...pena por mim mesma ao ver a antiga carcaça pelos ares
E se rasga um medo misturado com ansiedade a esse novo mundo
de conquistas...cada vez maiores e eu nem imagino o quanto!
E de susto em susto, espero me acostumar comigo mesma.
Ou é tudo um frenesi?
10 de agosto de 2010
23 de julho de 2010
Brincadeira de Criança
E o meu desgosto pesa água
E o meu medo pesa conta
A menina que chorou escondido
É triste e desaforada.
E o teu gosto leva mágoa
E o teu cheiro leva ponta
A vida implorou pro menino
Que ficasse com a navalha.
E o nosso corpo que incendeia
E o nosso espírito leva sonda
Esse menino e essa menina
Não passaram do "faz de conta".
E o meu medo pesa conta
A menina que chorou escondido
É triste e desaforada.
E o teu gosto leva mágoa
E o teu cheiro leva ponta
A vida implorou pro menino
Que ficasse com a navalha.
E o nosso corpo que incendeia
E o nosso espírito leva sonda
Esse menino e essa menina
Não passaram do "faz de conta".
23 de junho de 2010
Selvageria Rebuscada
A tua pálida vontade
inspira o desejo de
desmontar esse castelo torto de mármore,
arranhando, mordendo e sangrando tudo que for pedra.
Tuas duas luzes azuis,
faróis de gelo aceso
como a chama do fogo;
quente e invisível.
Cercado por seus primos erros,
que não passam de teimosia soberba;
gerada dos teus reis acertos.
E não importa o quanto seja
torto, vil e até asqueroso aos meus próprios olhares.
Mesmo assim cativas a dona destas linhas vagas e inúteis.
A indiferença que respira
é intermitente; e nos momentos de contração
derrete o meu cabelo e os meus olhos de terra
com suas trêmulas mãos e luzes azuis.
E mesmo essa palidez de espírito
não me aquieta a imaginação
dos teus cabelos sol, o teu rosto lua
e o teu corpo mármore desenhando linhas tortas
sobre o meu tímido arrepio,
entregue para o deleite da noite.
E o lugar certo para o teu corpo errado é na minha boca e nas minhas mãos.
inspira o desejo de
desmontar esse castelo torto de mármore,
arranhando, mordendo e sangrando tudo que for pedra.
Tuas duas luzes azuis,
faróis de gelo aceso
como a chama do fogo;
quente e invisível.
Cercado por seus primos erros,
que não passam de teimosia soberba;
gerada dos teus reis acertos.
E não importa o quanto seja
torto, vil e até asqueroso aos meus próprios olhares.
Mesmo assim cativas a dona destas linhas vagas e inúteis.
A indiferença que respira
é intermitente; e nos momentos de contração
derrete o meu cabelo e os meus olhos de terra
com suas trêmulas mãos e luzes azuis.
E mesmo essa palidez de espírito
não me aquieta a imaginação
dos teus cabelos sol, o teu rosto lua
e o teu corpo mármore desenhando linhas tortas
sobre o meu tímido arrepio,
entregue para o deleite da noite.
E o lugar certo para o teu corpo errado é na minha boca e nas minhas mãos.
13 de abril de 2010
O Que Reluz É Vento
De tantas vidas que se passaram
Entre toda enfermidade térrea
De tantas mãos que se seguraram nos mesmos restos
Por um tempo tão infindo como memórias
De poucas bocas que desfrutaram do mesmo sabor
Tudo morre e desintegra e as vidas escorrem, a terra fétida, as mãos apodrecem, a memória coagula, o sabor gangrena.
E o pó se esconde no ar e nos becos das ruas humanas.
Tudo o que é pó desaparece.
E por menor que seja o grão, a sobra, o precipitado
Se está lá, então valeu-se a vida.
Essencialmente vida.
Morta.
Entre toda enfermidade térrea
De tantas mãos que se seguraram nos mesmos restos
Por um tempo tão infindo como memórias
De poucas bocas que desfrutaram do mesmo sabor
Tudo morre e desintegra e as vidas escorrem, a terra fétida, as mãos apodrecem, a memória coagula, o sabor gangrena.
E o pó se esconde no ar e nos becos das ruas humanas.
Tudo o que é pó desaparece.
E por menor que seja o grão, a sobra, o precipitado
Se está lá, então valeu-se a vida.
Essencialmente vida.
Morta.
1 de abril de 2010
Sem Destinatário
Antes do show começar,
passa a maquiagem.
Tens a boca vermelha e sorrindo.
Na frente do público,
o espetáculo não pára.
Risadas, piadas, gargalhas.
Mais pipoca?
Sua desgraça nos faz rir.
Seus tombos e fracassos,
são comemorados pelo contingente.
A tragédia cansada, vira comédia.
Ninguém sabe. Segredo nosso.
Atrás da coxia lágrimas borram sua maquiagem;
E junto com seu cigarro, aquele sorriso se apagou.
Todo dia eu vivo e morro.
Ponho no rosto, um sorriso colorido.
Na gravata, um laço.
Mais pipoca?
Assinado: Palhaço.
[09/09/07]
passa a maquiagem.
Tens a boca vermelha e sorrindo.
Na frente do público,
o espetáculo não pára.
Risadas, piadas, gargalhas.
Mais pipoca?
Sua desgraça nos faz rir.
Seus tombos e fracassos,
são comemorados pelo contingente.
A tragédia cansada, vira comédia.
Ninguém sabe. Segredo nosso.
Atrás da coxia lágrimas borram sua maquiagem;
E junto com seu cigarro, aquele sorriso se apagou.
Todo dia eu vivo e morro.
Ponho no rosto, um sorriso colorido.
Na gravata, um laço.
Mais pipoca?
Assinado: Palhaço.
[09/09/07]
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