Eu procurei seu corpo para abraçar
Entre memórias e relances
Entre eu entrando em transe
Entre nuvens e o ar
Eu procurei seu corpo para abraçar
Quando a terra rugiu
Quando se abriu sob meus pés
Eu quis cair...
Entre mortos e feridos,
achei um corpo tão amigo.
Entra a terra e o rio,
achei sua alma...o mar.
Entre um grito e o que sinto,
achei um coração perdido.
Achei que estava perdida
Achei um abismo para me jogar.
(Nos seus braços)
Eu procurei um corpo para abraçar
Achei um coração colorido.
Te acho ainda um pouco perdido,
mas não te perco de vista.
Eu te comemoro, te celebro.
Eu te amo e te enterro.
6 de janeiro de 2014
18 de outubro de 2013
Não Sei Pôr Título
Não sei começar isto.
Não sei como começar nada.
Tudo já está começado em mim
e não cabe fim ao que está acabado.
Ainda te tenho correndo nas veias..
e por vezes, respiro seu ar
Não sei como terminar isto.
Não sei como terminar nada.
Foi o tempo que passou,
ou eu que passei o tempo calada.
Ainda te enterro nas areias
das minhas agora findas lágrimas.
Pena que acabou o que não sei mais começar.
Pena que começou o que agora
não sei mais...
Não sei como começar nada.
Tudo já está começado em mim
e não cabe fim ao que está acabado.
Ainda te tenho correndo nas veias..
e por vezes, respiro seu ar
Não sei como terminar isto.
Não sei como terminar nada.
Foi o tempo que passou,
ou eu que passei o tempo calada.
Ainda te enterro nas areias
das minhas agora findas lágrimas.
Pena que acabou o que não sei mais começar.
Pena que começou o que agora
não sei mais...
6 de agosto de 2013
Dança a Dois
____________ MIM
VOCÊ ___________
ME ________________ EM
SALVA ____________ VALSA
DE _______________
QUALQUER _______ TODA
MAL _____________ DANÇA
__________________ VOCÊ
(você me salva de qualquer mal.
você dança toda valsa em mim.)
VOCÊ ___________
ME ________________ EM
SALVA ____________ VALSA
DE _______________
QUALQUER _______ TODA
MAL _____________ DANÇA
__________________ VOCÊ
(você me salva de qualquer mal.
você dança toda valsa em mim.)
24 de julho de 2013
Você, por mim.
O seu corpo em brasa
E o meu
sono leve e turbulento
Sua palavras encharcadas
E o meu
abraço triste e violento
O corpo jogado
Meu amor estirado e completo
Eu que completava suas palavras vazias...
Sua alma de deserto
11 de abril de 2013
Carne Crua
Eu comi os restos.
Tomei banho na chuva.
Eu apaguei a lua,
matei tudo que me fazia ser igual.
Eu travei quando meus ouvidos estouraram
Com as palavras cortadas
Que me cortaram
Eu sangrei e gostei
Da eletricidade paralitica que correu no meu corpo
Eu sou o puro, incerto
O devaneio concreto
E assustador
Sou nua de vicio
E me rasga em suplício
A carne exposta da dívida a mim mesma
Por uma resposta vestida.
Vespa social
É a carne crua da rua
O tiro, a bala e a arma
O suor da pele, pingando em fumaça
é a traça, o bicho, o lixo, o nada.
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